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17.02.2017 - Estudo afirma que exposição ao arsênio em Paracatu é considerada baixa

O estudo foi coordenado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Recursos Minerais Água e Biodiversidade (INCT-Acqua), com parcerias de universidades da Austrália.

Um estudo apresentado na manhã de ontem (27) para representantes da imprensa, lideranças comunitárias e poder público, afirma que dados obtidos durante sete anos de estudos realizados por cientistas reconhecidos no Brasil e em outros países, mostram que a exposição ao arsênio em Paracatu é considerada baixa.

Estudo coordenado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Recursos Minerais Água e Biodiversidade (INCT-Acqua) em parceria com a Universidade de Queensland e o Centro de Toxicologia Ambiental da Universidade de Queensland (Entox), na Austrália, revelou que os níveis de arsênio na água, solo, poeira e alimentos em Paracatu estão abaixo dos padrões de segurança nacionais e internacionais.

O estudo baseou-se na análise das principais fontes de exposição que a população local está submetida, sendo: inalação de poeira, ingestão de água potável, alimentos e ingestão não intencional de solo. As contribuições relativas das várias rotas de exposição para o consumo diário total de arsênio foram calculadas e as principais conclusões são:

A exposição ao arsênio é considerada baixa uma vez que a exposição (ingresso) total, considerando todas as fontes, está abaixo de 10% da dose de referência estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O risco à saúde humana é baixo uma vez que a exposição é baixa.

A contribuição da mineração, via poeira e solo, para a exposição ao arsênio é inferior à exposição via ingestão de alimentos e água. Além disso, ela também é inferior a 2% da dose de referência estabelecida pela OMS e, portanto, o risco para a saúde é baixo.

Níveis baixos de exposição ao arsênio por meio da água:

O valor médio máximo de 1,34 µg/L (microgramas/litro) da concentração de arsênio nas amostras de água potável de superfície e de água dos poços comunitários mostrou-se sete vezes inferior ao limite de 10 µg/L, estabelecido pela legislação brasileira e recomendado pela OMS. A maioria dos valores de concentrações de arsênio em água mostraram-se abaixo de 0,3 µg/L. Esses resultados indicam que a exposição via consumo de água, a mais importante do ponto de vista dos casos mundiais de contaminação de população por arsênio, não apresenta riscos significativos à saúde.

O ingresso total calculado de arsênio de todas as fontes, para adultos e crianças, é, no seu valor máximo, cerca de 8%, do valor de BMDL0.5 (Benchmark Dose Lower Limit) que é de 3 μg/kg pc por dia (microgramas por kg de peso corporal por dia).

O  risco de aumento de câncer associado à exposição total máxima de 0,25 μg/kg pc (micrograma/kilo do peso corpóreo), considerando todas as vias de exposição (solo, poeira, alimentos e água) em Paracatu é similar (para adulto) ou inferior (para criança) ao risco de se beber água contendo 10 µg/L de arsênio, concentração considerada como um limite seguro pela OMS e pela legislação brasileira.

Deacordo com a mineradora, este estudo faz parte de uma série de medidas que a Kinross adota para garantir a segurança e a sustentabilidade de suas operações. Tais medidas incluem monitoramento ambiental rigoroso, procedimentos de controle de poeira, elaboração de relatórios periódicos para as autoridades ambientais, avaliação anual das instalações de rejeitos e exames médicos voluntários bianuais para todos os empregados. A Kinross adota práticas de mineração consolidadas e está comprometida com a segurança do meio ambiente e das comunidades locais.

O projeto foi coordenado pelos Professores Virginia Ciminelli, especialista em Hidrometalurgia Ambiental do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Massimo Gasparon, geoquímico da Faculdade de Ciências Geológicas da Universidade de Queensland (Austrália); e Professor Jack Ng, toxicologista credenciado do Centro Nacional de Pesquisa sobre Toxicologia Ambiental  da Universidade de Queensland.

 

Paulo Sérgio/Paracatunews

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